segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PEQUENO DICIONÁRIO DA LINGUA PORTUGUESA-PORTUGUESA

Dicionario elaborado com casos reais ocorridos durante nossa viagem:

Diospireiro/diospiro - caqui (aquele caqui amarelo duro, que tem muito em Portugal) 
Lavagante - lagosta com as 2 garras (eh aquela do Red Lobster americano) 
Sapateira - caranguejo grande do tamanho do king crab porem mais fino e com patas menores 
"Não deite papel na sanita" - não jogue papel no vaso sanitário 
Portagem - pedagio 
Zoropaia - gororoba 
Rebuçado - bala de comer  
Borrego - filhote da ovelha 
Carapaus - sardinhas maiores com gosto mais acentuado
Alforreca - agua viva


Quem quiser fazer alguma contribuicao interessante, eh soh incluir nos comentarios do post.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

13/11 - 4af.

Acabou, Terminou, !!! Acordamos tarde (finalmente !!), tomamos cafe com calma, fechamos as malas e rumamos para o aeroporto pois nosso voo era diurno.
Apos 11 dias, contei no Vivino 38 vinhos degustados, experiências que não vamos nunca mais esquecer, restaurantes memoráveis, muitas vontades e desejos antigos realizados e a certeza de que vamos voltar a Lisboa mais cedo que pensavamos !!!

Espero que tenham gostado e curtido nossa experiência, ate a próxima viagem !!!

OBS: Peço desculpas por ter demorado a atualizar os ultimos dias da viagem, mas aprendi tambem uma coisa: blog com Ipad NAO FUNCIONA !!!. Fazer blog em plataforma blogger apenas com um Ipad na mao, é realmente impossivel, principalmente se for inserir fotos como eu gosto. Mais um aprendizado para a proxima.

Abraços

Aluizio e Vera









12/11 - 3af.

Ultimo dia de viagem começou com a devolução do carro na Avis da Marques do Pombal. Dali rumamos para o Chiado e o Bairro Alto, percorrendo a subida íngreme da Rua do Alecrim, Rua da Misericórdia, a surpreendente Igreja de Sao Roque toda reformada e linda, junto com o museu que parece ser bem legal, Miradouro Dom Pedro, imperdível a vista da cidade, Rua Dom Pedro V. Nessas ruas/região tem varias lojinhas de roupas, antiguidades, gravuras antigas (para quem gosta), decoração, uma espécie de Soho lisboeta, com vários cafés e pastelarias também.
Almoçamos por ali mesmo numa adega antiga e no meio da tarde fomos fazer algumas trocas no El Corte Inglês. Lanchamos na cafeteria de lá e voltamos no inicio da noite para o hotel fazer as malas.
Curiosidade do dia: um garçom nos confidenciou que os antigos portugueses diziam que as melhores épocas de mariscos, sardinhas e frutos do mar são os meses que não contem a letra R (maio, junho, julho e agosto).
Rua da Misericordia, Lisboa
Miradouro Dom Pedro


Preaça Dom Pedro V

Igreja de Sao Roque

Igreja de Sao Roque



11/11 -2af.

Retornamos a Lisboa pela manha para o nosso gran finale, hospedados 2 noites no Pestana Palace. Após nos alojarmos, rumamos para nosso almoço no Solar dos Presuntos, outra dica de vários amigos. Ótimo restaurante, lotado no almoço. Comemos um arroz de lagosta e um cabrito assado excelentes, regados a taças do excelente Quinta da Leda, da casa Ferreirinha (estou levando um destes).
No final do almoço, na hora do cafe, eis que entram no restaurante 2 casais de grandes amigos nossos de longa data, um deles nosso padrinho de casamento. A partir dali, já fomos marcando o jantar todos juntos.
No meio da tarde fomos para o El Corte Inglês para as compras finais. A noite, jantamos com nossos amigos no restaurante Bica do Sapato, onde comemos croquetes de vitela com arroz de tomate e eu uma costeleta de borrego. 
Curiosidade da noite: de entrada eu pedi uma empada de perdiz, maravilhosa. Não eh redonda igual a nossa. Na hora que recebi a iguaria, o garçom veio me alertar que em Portugal, quando comemos carne de caça (perdiz, lebre, etc) devemos prestar atenção ao comer devido apossiblidade de haver CHUMBO no meio da carne !!! Isso mesmo, a bala de chumbo da arma que abateu o animal que não foi eventualmente retirada do animal. Eh claro, que pela lei de Murphy, não deu outra, lá pelas tantas mastiguei ferro. Fica a dica a todos.
Arroz de Lagostas e Cabrito Assado,
Solar dos Presuntos, Lisboa
Solar dos Presuntos



Pestana Palace


Pestana Palace

Pestana Palace
Empada de Perdiz (com chumbo)
Bico do Sapato, Lisboa

Pestana Palace



ALMOCO ENOGASTRONOMICO NA HERDADE DO ESPORÃO COM VISITA E DEGUSTAÇÃO

Chegamos a 1 da tarde diretamente para o nosso almoço. Começamos com uma degustação de 4 azeites diferentes do Esporão. A partir dai, amouse bouche, terrine de bacalhau e outra de  perdiz, um polvo espetacular grelhado ao vinho e finalizando, um file de porco preto com mousse de aipo. Tudo regado por 4 vinhos diferentes (Esporão reserva branco, Esporão private selection branco, Esporão reserva tinto, Porto Quinta das Murças 10 anos).
As 15:30 , atrasados e destruídos, começamos a visita pela Herdade. Curiosidades do Esporão:
- Eles tem 2 vinícolas totalmente separadas, 1 para vinhos brancos e outra para vinhos tintos. 
- Todos os vinhos tintos são feitos com uvas que sao esmagadas através do processo de pisa com os pés (eh isso mesmo, acreditem se quiser), em toneis de aco inoxidavel.
- O problema desse tipo de técnica de maceração eh a quantidade de uva macerada, pois precisa de muita gente pisando pra produzir mosto em quantidade.
- A quantidade de hectares plantados de uvas eh a mesma quantidade de hectares de azeitona, porem na mesma área, eles produzem 15.000.000 de garrafas de vinho enquanto que de azeite apenas 1.000.000.
- Segundo eles, através de pesquisas, 46% das pessoas que compram vinho nos 10 maiores paises consumidores do mundo, compram na 6af, para consumir no próprio dia, ou no sábado e domingo. Por isso, eles acreditam ser importante após o processo de engarrafamento eles repousarem o vinho por algum tempo, já que a maioria das pessoas não compram vinho para guardar.
Obviamente, depois de mais de 3 horas e meia, não tivemos mais estômago de ainda participar da degustação de vinhos, e fomos embora muito satisfeitos. Acho que também vale a pena o bate-e-volta de Lisboa para essa visita, para quem gosta, eh claro.

 








10/11 - Dom.

Pela manha fomos visitar Monsaraz a 40km de Évora. Mas atenção, pois descobri uma coisa que não tinha ideia. A direção que tomamos na estrada eh  Reguengos de Monsaraz, que eu pensava que era a mesma coisa. NAO EH !!
Reguengos eh uma cidade normal do Alentejo, feia ate, onde fica a Herdade do Esporão, onde iríamos almoçar mais tarde. A cidadezinha típica, toda branquinha, la em cima do morro, Monsaraz, fica mais 10 km. adiante.
Monsaraz eh linda, bem típica, e em menos de 1 hora você a conhece de ponta a ponta. Dali rumamos para a visita e almoco ao Esporão, que merece um post em separado.
Depois do Esporao fomos explorar um supermercado grande da região, voltamos ao hotel e a Vera matou o desejo de voltar ao Fialho. Eles estavam fechando para os 10 dias de recesso e a Vera comeu uma sopinha de legumes e eu somente 2 pasteis de bacalhau pois ainda estava digerindo o almoco eno-gastronomico do Esporão.

Monsaraz

Monsaraz

Monsaraz

Monsaraz

Monsaraz

Herdade do Esporao
Herdade do Esporao


Herdade do Esporao




Herdade do Esporao

VISITA E DEGUSTAÇÃO NA FUNDAÇÃO EUGÊNIO ALMEIDA (CARTUXA)

A Cartuxa localiza-se nos arredores de Évora. Vasco Eugenio de Almeida foi o ultimo membro da família EA e por isso criou a Fundação. Esta Quinta chamada Quinta do Valbom, foi construída pelos jesuítas, moraram la uns 200 anos e foram expulsos pelo Marques do Pombal.  Ela foi comprada do Estado pela família EA no final do século 19. Nessa época moravam no mosteiro ao lado os monges Cartuxos, que dão nome ao vinho Cartuxa.  O ano 2013 eh o cinqüentenário da criação da Fundação EA. A vinícola Cartuxa foi desativada em 2006, hoje soh existe para visitas, degustações e barricas de carvalho. Foi construída uma outra vinícola moderna a 5 km dali, Quinta do Monte dos Pinheiros, mas não pode ser visitada.
A vinificação dos vinhos da Cartuxa eh um pouco diferente do que eu já havia visto ate hoje. Eles fazem estagio de cada casta varietal em barris de carvalho de 3.000 e 5.0000 litros separadamente, e soh depois do estagio em madeira eh que o enólogo mistura as diferentes castas, fazendo os cortes dos diferentes vinhos e engarrafando-os.
Os vinhos DOC da Região do Alentejo devem respeitar a legislacao, que soh permite castas autoctones da regiao. O Pera Manca, Cartuxa e o Foral de Evora (vinho base da Cartuxa) sao DOC.  O EA nao eh DOC pois tem Castelao, uva de fora da regiao.
A primeira safra do Pera Manca eh de 1990. Ele eh composto de Aragones (Tempranillo na Espanha ou Tinta Roriz no norte de Portugal, todos a mesma uva com nomes distintos) e Trincadeira. Um detalhe muito interessante na elaboracao do Pera Manca: no caso do Barca Velha, quando a safra não eh boa, eles lançam esse vinho como Casa Ferreirinha Reserva Especial; no caso do Pera Manca, quando a safra não eh condizente em termos de qualidade, eles não lançam outro vinho com outro nome, eles simplesmente utilizam as monocastas nos seus cortes dos outros vinhos deles, pois estagiaram em madeira separadamente, como falei acima. Assim sendo, por isso não existe uma segunda linhagem do Pera Manca. 
O Pera Manca branco eh Antao Vaz e Arinto (essa casta da a acidez ao vinho).
Ao final da visita fizemos uma degustação de 3 vinhos (existem vários tipos de degustação, mas nenhuma inclui o Pera Manca tinto), EA branco, EA Reserva (surpreendentemente bom) e o Cartuxa Reserva. E, com isso, temos o direito (devidamente exercido) de levar o Pera Manca tinto pela "bagatela" de 100 euros !!! O incrível: comprei também o Pera Manca branco a 19,78 euros. No free shop de Lisboa o mesmo vinho esta a 47 euros !!






9/11 - Sab.

Como nao tivemos tempo no outro dia de entrar no Convento de Cristo, em Tomar, antes de pegarmos estrada em direção a Évora, passamos pela manha em Tomar para conhecer esse monumento de patrimônio histórico mundial. Este foi o principal bastião dos Cavaleiros Templários em Portugal. Vale muito a visita, da mesma forma que o Mosteiro da Batalha.
Rumamos para o Alentejo, em direção a Évora. Cidade bem mais fria ate agora, com um vento cortante. Porem nos avisaram que neste ultimo julho, fez 45 graus na cidade.
Ficamos na Pousada dos Loios, Pestana, bem no centro da cidade.
Foi chegar na Pousada e ir direto almoçar no Fialho. Bom, esse restaurante juntamente com o Tia Alice, são caso a parte. Acabamos indo 2 vezes ali. Comemos salada de polvo, salada de favas com toucinho, pasteis de bacalhau, bochechas de porco preto (!!!!!) e porco alentejano com almejoas (um vongole maior). Tudo regado com o vinho mais caro da viagem: Cavalo Maluco 2009, alentejano. Dali fomos trôpegos passear na cidade. No final da tarde eu havia marcado uma visita com degustacao de vinhos na Cartuxa (post a parte).
A noite, a Vera tomou uma sopinha de bacalhau com migas no restaurante Luar de Janeiro, outro recomendado em Évora, mas não se compara em nada com o Fialho. Eu, ja estava destruido e nem jantei.

Convento de Cristo, Tomar
Convento de Cristo, Tomar
Convento de Cristo, Tomar

Adega Cartuxa
Adega Cartuxa
Adega Cartuxa




Fialho, Evora
Adega Cartuxa

Fialho, Evora

Evora
Evora

Evora